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Piso de R$ 13.662 para médicos e dentistas: o projeto não foi à Câmara em junho — onde ele está de verdade

A condição estava na própria matéria que anunciou a ida, e foi ela que se cumpriu. O texto que leva o piso de médicos e cirurgiões-dentistas de 3.636 para 13.662 reais continua no Senado — e agora está pronto para o Plenário.

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DESTAQUES DA IMPRENSA. Novo piso de médicos e dentistas volta ao Plenário

Agência Senado, 1º de setembro de 2026. A manchete foi conferida contra a ficha oficial de tramitação do PL 1.365 de 2022, no portal de atividade legislativa do Senado.

A manchete dizia "Vai à Câmara". O corpo dizia mais

Em 10 de junho a Comissão de Assuntos Sociais adotou definitivamente o substitutivo. Como a CAS tem competência terminativa, a proposta seguiria para a Câmara — "salvo se houver recurso para votação em Plenário". Oito dias depois, em 18 de junho, foi apresentado o Recurso nº 6 de 2026. A condição se realizou, e a ida à Câmara não aconteceu.

A situação oficial é "pronto para deliberação do Plenário"

Do Plenário do Senado, aguardando inclusão em Ordem do Dia. No caminho até aqui, a Comissão de Assuntos Econômicos aprovou a Emenda nº 4 em 11 de agosto e rejeitou as de números 5, 6 e 7. Em 1º de setembro a CAS manteve o posicionamento e recomendou urgência. A matéria nunca esteve na Câmara dos Deputados.

O valor não entra inteiro no primeiro ano

O piso vai de 3.636 para 13.662 reais, por jornada de 20 horas semanais, e se aplica aos profissionais dos setores público e privado. O texto aprovado escalona a entrada: 40% no primeiro ano após a publicação da lei, 70% no segundo e 100% no terceiro. A correção anual é pelo IPCA, e os adicionais de trabalho noturno e horas extras sobem de 20% para 50%.

O recado: Ainda falta o Plenário do Senado, e depois a Câmara dos Deputados inteira, e depois a sanção. Não há data de vigência, e não há valor em conta. O que existe é um texto pronto para votar, com urgência recomendada, e uma régua para acompanhar: enquanto a notícia não disser Câmara dos Deputados, a etapa ainda é a primeira. O projeto é da senadora Daniella Ribeiro, da Paraíba, e teve relatoria do senador Fernando Dueire na CAS.